VGM: a pesagem obrigatória de contêiner que chega em 2016
A partir de 1º de julho de 2016, nenhum contêiner embarca sem massa bruta verificada — o VGM (Verified Gross Mass). A exigência vem de emenda à convenção SOLAS, da IMO, aprovada depois de anos de acidentes atribuídos a peso declarado errado: pilhas que colapsam a bordo, navios com estabilidade comprometida, guindastes operando acima do limite sem saber.
O que muda na prática
A responsabilidade de informar o VGM é do embarcador, por um de dois métodos:
- Pesagem do contêiner cheio — balança calibrada, contêiner fechado e lacrado.
- Somatório — pesar cada volume, somar amarração e material de peação, e somar a tara do contêiner (a que está pintada na porta).
Sem VGM informado antes do embarque, o contêiner não sobe para o navio. O armador e o terminal têm o direito — e a partir de julho, o dever — de recusar.
O que o pátio e o terminal precisam preparar
- Balança e fluxo: quem oferecer pesagem no gate vira etapa do processo de exportação, com hora e comprovante registrados.
- Registro por contêiner: o VGM entra no conjunto de dados que acompanha a unidade, junto do lacre e do EIR — divergência entre peso declarado e pesado vira reserva.
- Tara legível: contêiner com plaqueta de tara ilegível ou repintada por cima vai gerar discussão no método do somatório.
O calendário
A emenda já foi aprovada; 2016 é o ano de adequação. Quem exporta com regularidade deve fechar com o despachante e o armador, ainda no primeiro semestre, qual método usará e onde a pesagem acontecerá — decidir isso na semana da vigência é fila no gate e contêiner perdendo janela.
Peso sempre foi o dado mais mal declarado do transporte de carga. A novidade do VGM não é a balança — é a recusa: pela primeira vez, o contêiner sem peso verificado simplesmente não embarca.