RAC vs planilha: a comparação honesta

comparativoracplanilha

Mesa com pilha de formulários em papel e calculadora, e ao fundo, pela janela, um pátio de contêineres organizado e iluminado ao anoitecer

Declaração de viés antes de qualquer tabela: o RAC é nosso — desenvolvemos este sistema para pátios de containers desde 2012, e este comparativo vive no nosso site. O compromisso possível é outro: critérios verificáveis, e uma seção inteira sobre quando a planilha é a escolha certa. Quem compara com viés declarado pode ser conferido; quem compara fingindo neutralidade, não.

A comparação, critério a critério

Critério Planilha RAC
Custo de entrada Zero Assinatura mensal
Tempo até rodar Imediato Dias (cadastro + treino de gate)
Registro Linha em aba, sem histórico próprio Por unidade: história, documentos e fotos de cada contêiner
Posição no pátio Campo de texto, atualizado quando alguém lembra Endereço obrigatório, atualizado no movimento
Free time Anotado; sem aviso Alerta por unidade antes do vencimento
EIR e fotos Pasta física ou celular de alguém Vinculados à unidade e à passagem de gate
Fatura do armador Conferência por amostragem Batimento contra as datas registradas
Multiusuário Um edita, os outros esperam (ou versões conflitam) Simultâneo, com trilha de quem fez o quê
Dependência de pessoa-chave Total — a planilha "é" de alguém Processo registrado no sistema, não na memória
EDI com armador Inviável CODECO/COPARN sobre o dado já estruturado
Compra, venda e aluguel Controle paralelo em outra aba No mesmo registro da unidade: estoque, contrato e faturamento

O painel de operação, como referência do que "registro por unidade" significa na prática:

Tela real do painel do RAC com a visão do estoque de containers por situação, posição e movimentação
O painel do RAC: cada contêiner é um registro com posição, situação e história — não uma linha de aba

Quando a planilha é a escolha certa

Honestidade tem lista própria. Fique na planilha se:

  1. O pátio movimenta poucas unidades por semana e uma pessoa dá conta do registro sem fila no gate;
  2. A operação está em fase de validação — primeiro descubra se o negócio para em pé; sistema é para o que vai escalar;
  3. Não há disciplina de registro nenhuma ainda — sistema não cria disciplina, ele a estrutura. Planilha bem preenchida vence sistema abandonado, sempre.

O ponto de virada não é tamanho de empresa: são os oito sinais que listamos aqui — free time vencendo sem aviso, posição na cabeça de alguém, fatura conferida por alto. Três sinais ou mais, e a planilha já custa mais caro que qualquer assinatura.

A conta que decide

O comparativo financeiro certo não é "grátis vs mensalidade" — é mensalidade contra o custo atual invisível: sobre-estadia paga sem contestação por falta de data confiável, remoções improdutivas por pilha montada às cegas, horas por semana de relatório manual e conferência. Some um trimestre disso; a resposta costuma aparecer sozinha, para qualquer sistema decente — o nosso incluído.

Perguntas frequentes

Dá para migrar a planilha atual para o RAC?

Sim — o estoque atual entra como carga inicial, e a operação passa a registrar por unidade dali em diante. A migração real não é de dados: é de hábito, e leva as primeiras semanas de gate.

E se o RAC não me atender?

O registro é seu: estoque, movimentos e documentos são exportáveis. Sistema que prende o cliente pelo dado, e não pelo serviço, merece a desconfiança que você está exercitando agora ao ler o comparativo do próprio fabricante.

O que o RAC não faz?

Operação de navio e cais (COARRI de bordo, planejamento de berço) — isso é território de TOS. O RAC é para pátio, depot e comércio de containers: gate, posição, free time, M&R, compra, venda e aluguel.


A planilha foi a ferramenta certa para começar — em muitos pátios, inclusive, foi ela que provou que o negócio existia. A comparação honesta não é sobre qual ferramenta é "melhor" no abstrato: é sobre qual é a certa para o tamanho que a operação tem hoje — e os sinais de que esse tamanho mudou já têm artigo próprio.